Defensoria Pública da União pede novo adiamento do Enem

Para a DPU, aglomerações podem facilitar a transmissão do novo coronavírus.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser adiado novamente. Pelo menos este é o desejo da Defensoria Pública da União (DPU), que busca um meio judicial para mudar as datas das provas, até o momento marcadas para os dias 17 e 24 de janeiro. Já as provas digitais serão no dia 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

Segundo a DPU, as aglomerações habituais nos dias de realização do Enem favorecem a disseminação do novo coronavírus. O órgão também afirma que os estudantes das escolas públicas podem ser prejudicados pela suspensão das aulas presenciais no ano letivo.

Na última sexta-feira (8), 50 entidades científicas dos campos da educação e da saúde, como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, divulgaram um comunicado pedindo o adiamento do Enem para um momento em que os índices de transmissão e a capacidade dos serviços de saúde estejam dentro de níveis aceitáveis.

Já a Advocacia-Geral da União (AGU) detalhou seus argumentos na justiça para a manutenção da data do exame. Eles afirmam que a logística do Enem é complexa, o que tem exigido um esforço redobrado para a adoção de medidas de segurança de prevenção à covid-19, com aumento de 25% nos custos para realização da prova. O custo do Enem este ano é de cerca de R$ 700 milhões e, segundo a AGU, o adiamento pode causar impacto financeiro.

Enquanto isso, o Ministério da Educação (MEC) garante ter as condições para que as provas transcorram sem riscos de contaminação. Foram aumentados o distanciamento entre os candidatos nas salas de prova. O uso de máscara também será obrigatório, além de ser disponibilizado álcool em gel em todas as salas. Os candidatos com sintomas ou contaminados pela covid-19, ou outra doença infectocontagiosa, poderão solicitar a reaplicação do exame nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Em um primeiro momento, as provas foram marcadas para o último mês de novembro, mas em abril do ano passado a DPU conseguiu decisão judicial suspendendo o exame, que foi remarcado para este mês.Cerca de 6 milhões de estudantes estão inscritos para esta edição do exame.

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