Justiça decreta prisão preventiva de bombeiro

Ele atropelou e matou ciclista no Rio de Janeiro

A 31ª Vara Criminal do Rio de Janeiro aceitou o pedido do delegado Allan Luxardo de prisão preventiva do capitão do corpo de bombeiros João Maurício Correia Passos, de 35 anos. Ele atropelou e matou o ciclista Cláudio Leite da Silva, 57 anos, na madrugada de segunda-feira (11).

O capitão foi preso por investigadores da 42º DP do Recreio dos Bandeirantes cerca de três horas após o acidente. A polícia determinou o flagrante após observar as imagens obtidas de câmeras de segurança de um posto de combustíveis onde ele estava consumindo bebidas alcoólicas. Passos foi indiciado por dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

A decisão da prisão preventiva foi do juiz Antônio Luiz da Fonseca Lucchese. O magistrado explica a conversão da prisão em flagrante para preventiva: "No que diz respeito à conversão da prisão em flagrante em preventiva, entende este magistrado que a prisão se mostra necessária e proporcional, devendo ser destacado que os fatos imputados ao custodiado são tipificados como crimes graves, notadamente porque dos autos se extrai que ele teria atropelado o Sr. Cláudio Leite da Silva por volta das 4h45 da madrugada e não teria prestado qualquer socorro, sendo certo que a vítima veio a falecer no local".

O juiz lembrou ainda que o bombeiro fugiu do local sem prestar socorro à vítima. "Digno de nota que o indiciado teria fugido, salientando que os contornos de gravidade em concreto advêm das imagens coletadas pela Polícia e dos relatos de testemunhas de que, momentos antes, o indiciado teria misturado e ingerido bebidas alcoólicas".

Outro agravante, reforça o juiz, é que o capitão dos bombeiros cambaleava antes de assumir a direção do veículo e causar o acidente: "Note-se que das imagens acostadas aos autos se infere que o custodiado estaria, momentos antes do ocorrido, num Posto de Gasolina, sendo que sequer conseguia andar em razão de se encontrar possivelmente alcoolizado. Logo, a situação é extremamente grave a justificar a prisão preventiva".

João Maurício Correia Passos foi levado para uma prisão militar do Rio de Janeiro.

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